“Sinto que estou a ficar para trás”: o que fazer quando o BIM já não é opcional
- António Alves
- 13 de mai.
- 2 min de leitura
“Sei que devia aprender BIM. Mas tenho medo de não conseguir acompanhar.”
Se já pensaste isto, não estás sozinho. Não és o único arquiteto a sentir esta pressão.
De onde vem esta sensação
O setor da arquitetura mudou mais nos últimos 5 anos do que nas duas décadas anteriores. O BIM deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar uma expectativa. Os clientes pedem prazos mais curtos. Os concursos públicos já exigem modelação digital. Os colegas mais novos saem da universidade com ArchiCAD no currículo.
E quem está no mercado há 5, 10 ou 15 anos — e aprendeu a trabalhar de outra forma — sente esta pressão de forma muito concreta. Não é insegurança. É o reconhecimento de que o mercado mudou e que há uma lacuna a preencher.
O erro mais comum
A maioria das pessoas que tenta aprender BIM sozinha comete o mesmo erro: começa pelos tutoriais errados.
Abrem o YouTube, encontram um vídeo de 3 horas sobre ArchiCAD, tentam seguir — e ao fim de 40 minutos fecham o computador frustrados. Não porque sejam incapazes, mas porque o tutorial não foi feito para o seu contexto, o seu nível, ou os seus projetos. Aprender uma ferramenta complexa sem estrutura é lento e desmoralizante. E a maioria desiste antes de chegar à parte útil.
O que realmente funciona
Há três coisas que fazem a diferença entre quem aprende ArchiCAD com sucesso e quem desiste.
1. Começar com um projeto real. Não exercícios teóricos. Um projeto que já tens ou que vais ter. Aprender a fazer algo que precisas mesmo de fazer é sempre mais eficaz do que aprender em abstrato.
2. Ter acompanhamento quando trava. O momento crítico não é quando está tudo a correr bem — é quando aparece o primeiro problema que não sabes resolver. Com acompanhamento, esse momento dura minutos. Sozinho, pode durar dias e desmotivar completamente.
3. Método antes de ferramentas. Antes de aprender onde estão os botões, perceber para que serve cada parte do fluxo de trabalho BIM. Quem entende o método adapta-se a qualquer atualização do software. Quem só memorizou cliques fica perdido na primeira mudança de versão.
O contexto que torna isto urgente
A Portaria 71-A-2024 estabelece que a partir de 1 de janeiro de 2030, os projetos de arquitetura em Portugal têm de ser entregues em BIM. São menos de 5 anos.
Para quem está a trabalhar agora sem BIM, há duas formas de chegar a 2030: preparado, com 3 ou 4 anos de prática acumulada — ou a correr, a tentar aprender numa altura em que toda a gente está a aprender ao mesmo tempo. A janela para uma transição tranquila ainda está aberta. Mas não vai ficar aberta para sempre.
O próximo passo
Se reconheces esta sensação, o problema não és tu. É o método que ainda não encontraste.
Na PRO BIM Solutions fazemos exatamente isso: acompanhamos arquitetos na transição para o BIM com formação personalizada, templates prontos a usar e suporte real ao longo do processo. Se quiseres perceber como se aplicaria ao teu contexto, fala connosco.



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